Olá pessoal,

Peço desculpas por usar desse espaço usado para postar palavras bonitas, palavras rimadas com o mais puro dos sentimentos para expor minha total insatisfação com nossa política de segurança pública, ou seja, nossa polícia que deveria nos proteger e prezar pela nossa segurança.

Recentemente, tive a felicidade, pelo menos pra mim e a vítima, de estar no local certo e na hora certa quando do acontecido, uma jovem foi vítima de assalto e ao me deparar com a situação corri para ajudá-la, junto com meu amigo e colega de trabalho Alisson Diniz.

Ao prestar o socorro, tivemos a sorte de pegar o marginal que provocara todo esse inconveniente, mantivemos o sujeito detido até a chegada da polícia que fez os procedimentos cabíveis, levando-o à delegacia onde prestamos queixa e testemunhamos a favor da vítima.

Logo em seguida, ainda na delegacia, fomos informado que o meliante iria ser encaminhado ao presídio do serrotão (localizado em Campina Grande – PB), pois teria machucado a vítima e com isso esperaria o julgamento preso sem direito a fiança. Depois de mais de 2 horas na delegacia, fomos liberados com a sensação de dever cumprido, mas 3 dias depois, para nossa surpresa, a própria polícia que outrora prendera o meliante, nos informou que era para termos cuidado porque o mesmo teria sido solto devido a super lotação do presídio e que tivéssemos cuidado ao andar pelas proximidades do ocorrido, pois ele poderia estar por lá.

Bom, agora fico me perguntando:

  1. Estaria eu arrependido do ato de cidadania que tinha feito ao ajudar a pessoa necessitada?
  2. Estaria eu conformado com a real situação e atitude daquelas pessoas cujo papel é nos defender dos males de uma civilização conturbada?
  3. Estaria eu com medo do que possa vir me acontecer?

Eu respondo:

  1. Não, arrependido não estou diante do fato e da minha reação de prestar ajuda a quem precisa, pois nada mais fiz que meu papel de cidadão, dormirei com a consciência tranquila de que algo fiz e irei continuar a fazer aos meus semelhantes.
  2. Não, não me conformo em hipótese alguma com o resultado dessa situação, como podemos ter orgulho de um país onde convivemos com essa falta de moralidade, como poderemos dizer aos nossos filhos que vivemos num país onde o errado é feito e deixado por isso mesmo?
  3. Não, medo é algo que não deixarei tomar conta de mim, pois o que eu fiz, teria feito por qualquer outra pessoa que precisasse.

Acabo esse desabafo deixando bem claro e aclamando a todos que não deixem com que a inércia que assola nossas autoridades abale com o que há de mais bonito em nós: A humanidade, a solidariedade, a coragem e o amor ao seu próximo.

Certo dia escutei
De um caboclo sonhador
Valente, forte e guerreiro
Cabra macho sim senhor
Que a vida deve ser vivida
Com esperança, paz e amor

Olhar sempre pra frente
Sem lembrar do passado
Converse muito com a vida
E faça com ela um trato
De viver bem o presente
E esquecer os velhos fardos

As vezes me acordo
Querendo muito entender
O porquê da indiferença
Que vivo a receber

Não consigo achar
Uma resposta sincera
Pois não mais suporto
Viver na espera

Vou correr atras
Do tempo perdido
Viver intensamente
Bem mais tranquilo

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