Olá pessoal,
Peço desculpas por usar desse espaço usado para postar palavras bonitas, palavras rimadas com o mais puro dos sentimentos para expor minha total insatisfação com nossa política de segurança pública, ou seja, nossa polícia que deveria nos proteger e prezar pela nossa segurança.
Recentemente, tive a felicidade, pelo menos pra mim e a vítima, de estar no local certo e na hora certa quando do acontecido, uma jovem foi vítima de assalto e ao me deparar com a situação corri para ajudá-la, junto com meu amigo e colega de trabalho Alisson Diniz.
Ao prestar o socorro, tivemos a sorte de pegar o marginal que provocara todo esse inconveniente, mantivemos o sujeito detido até a chegada da polícia que fez os procedimentos cabíveis, levando-o à delegacia onde prestamos queixa e testemunhamos a favor da vítima.
Logo em seguida, ainda na delegacia, fomos informado que o meliante iria ser encaminhado ao presídio do serrotão (localizado em Campina Grande – PB), pois teria machucado a vítima e com isso esperaria o julgamento preso sem direito a fiança. Depois de mais de 2 horas na delegacia, fomos liberados com a sensação de dever cumprido, mas 3 dias depois, para nossa surpresa, a própria polícia que outrora prendera o meliante, nos informou que era para termos cuidado porque o mesmo teria sido solto devido a super lotação do presídio e que tivéssemos cuidado ao andar pelas proximidades do ocorrido, pois ele poderia estar por lá.
Bom, agora fico me perguntando:
- Estaria eu arrependido do ato de cidadania que tinha feito ao ajudar a pessoa necessitada?
- Estaria eu conformado com a real situação e atitude daquelas pessoas cujo papel é nos defender dos males de uma civilização conturbada?
- Estaria eu com medo do que possa vir me acontecer?
Eu respondo:
- Não, arrependido não estou diante do fato e da minha reação de prestar ajuda a quem precisa, pois nada mais fiz que meu papel de cidadão, dormirei com a consciência tranquila de que algo fiz e irei continuar a fazer aos meus semelhantes.
- Não, não me conformo em hipótese alguma com o resultado dessa situação, como podemos ter orgulho de um país onde convivemos com essa falta de moralidade, como poderemos dizer aos nossos filhos que vivemos num país onde o errado é feito e deixado por isso mesmo?
- Não, medo é algo que não deixarei tomar conta de mim, pois o que eu fiz, teria feito por qualquer outra pessoa que precisasse.
Acabo esse desabafo deixando bem claro e aclamando a todos que não deixem com que a inércia que assola nossas autoridades abale com o que há de mais bonito em nós: A humanidade, a solidariedade, a coragem e o amor ao seu próximo.